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Entrevista com a
BANDA SHEMAH



Apresentação

Shemah é uma banda de Brasília formada por Letícia Castro (voz e violão), Marina Kohlsdorf (voz, violão e flauta transversal), Paulo Santos (guitarra, violão e vocal), Rodrigo Azevedo (teclados e vocal), Diego Amaral (contrabaixo) e Cláudio Lemos (bateria).

Como e quando nasceu o trabalho evangelizador da banda Shemah?

Letícia Castro: Como disse Santo Agostinho, “a vontade de Deus é a origem de todas as coisas”. Ele plantou no meu coração o sonho e o forte desejo de formar uma banda que levasse ao mundo a mensagem do Amor e da Paz por meio de uma música feita com qualidade e apuro técnico.

Em 1999 a primeira formação da banda já estava reunida, partilhando os sonhos, conversando sobre como seria a prática dessa proposta e seguindo a inspiração de Deus. A estréia da Shemah aconteceu no dia 07 de novembro de 1999, quando fomos convidados para animar o Festival de Música do Movimento Escalada de Brasília. No ano de 2001 nós fomos agraciados com a oportunidade de gravar o CD Não Fique Parado (em parceria com o Movimento Escalada de Brasília) com o qual ainda estamos trabalhando. Ao longo da entrevista contaremos mais detalhes sobre esse CD.

Quais a influências musicais de vocês?

Letícia Castro: A Shemah é um mix de influências. Acreditamos que o bom músico precisa ouvir de tudo! Ouvir música é uma das melhores escolas que podemos ter: treinamos a percepção e a crítica musical, aprendemos com os grandes mestres, estimulamos a criatividade, etc. Pra responder essa pergunta de forma mais exata cada um dos músicos teria de citar suas influências... Isso faria a entrevista ficar gigante e ninguém teria paciência de ler! (risos)

Posso resumir? Black Music (jazz/funk/soul), MPB, Rock (desde o Pop/Rock ao Rock pesado), Chorinho, Ópera, Música de Canto Coral... E por aí vai!

Como vocês definem o estilo da banda Shemah?

Letícia Castro: Pense num liquidificador... Coloque as influências pessoais dos músicos da banda, misture tudo. O resultado é a Shemah! De qualquer maneira, pra simplificar, podemos dizer que somos uma banda de Pop/Rock com uma pitada de Black Music e cheia de arranjos vocais. :-) É isso galera?

Marina Kohlsdorf: Hahahahahhaa, só ouvindo, que pergunta difícil, hein!!

Paulo Santos: temos um lado MPBístico também.

Sabemos que a vida em oração é o combustível de nossa caminhada na Igreja. Como vocês direcionam o trabalho de vocês nesse sentido? Oram juntos? Partilham o dia-a-dia?

Letícia Castro: Isso tem sido confirmado a cada instante da nossa caminhada. A oração pessoal e em grupo, a partilha e a adoração ao Santíssimo são realmente os pilares da gente. Sem isso, nós já teríamos sucumbido ao cansaço e ao peso de nossas limitações (pessoais e musicais). A missão exige perseverança, despojamento, dedicação e compromisso. Não é fácil! Dessa forma, procuramos sempre marcar momentos de adoração ao Santíssimo, de partilha e oração. Sentimos total diferença no resultado de nossos trabalho após uma adoração, ou após uma reunião de partilha. Isso nos une, fortalece nossos laços de amizade, cria em nós uma intimidade com Deus e uns com os outros. Não só os músicos da banda participam, a equipe que nos acompanha também. Outra coisa que tem sido super importante é a missa que tocamos todo terceiro domingo do mês. Em meio a toda produção e arranjos instrumentais dos shows, nos reencontramos com a simplicidade do esquema voz e violãozinho (no máximo o teclado acompanhando) nesta missa. Lá nos colocamos diante do Senhor das nossas vidas e de nossos dons para dizer: “não importa o quão longe estamos indo, não importa o sucesso que possamos fazer. Tudo é Seu, tudo é para Sua honra e glória, Senhor. Nada somos além de instrumentos nas Suas mãos”.

Vemos claramente no trabalho de vocês uma valorização no arranjo vocal. Qual é o segredo pra atingir um resultado tão bem feito e agradável de se ouvir?

Letícia Castro: O segredo é o Paulão! (risos)

Paulo Santos: Fala sério! O segredo é unir as influências da galera e colocar notas nas idéias de todo mundo! Bem, pra atingir um resultado legal, o que fazemos se baseia em alguns focos. O primeiro é a utilização das notinhas legais nos acordes. Um acorde é formado geralmente por 3 notas (como uma panela de arroz sem tempero, só com sal). A adição de uma ou mais notas extra, no ponto certo, dá o tempero ao acorde (aquele alhozinho que dá o gostinho naquele arroz). Outro foco é pensar nas vozes também como instrumentos. Alguns arranjos substituem o naipe de metais, por exemplo. E um terceiro foco seria o aproveitamento de efeitos da voz, como ar, vibrato, glissandos... Isso dá mais gosto ainda naquela panela de arroz...! (risos)

Rodrigo Azevedo: O segredo é o Paulão mesmo...

Partilhe conosco de um testemunho que tenha marcado a vida da banda:

Diego Amaral (contrabaixo): Já vi coisas realmente incríveis acontecendo nesses anos de músico... Mudanças radicais na vida das pessoas e inclusive na minha.

Rodrigo Azevedo: Cada um deve ter um testemunho, alguma coisa que marcou... O meu é esse:
Um momento que me marcou muito foi num evento chamado “Som da Noite”. Foi o primeiro show da banda para um público grande (20 mil pessoas) e foi horrível. A corda do violão quebrou (e não tínhamos reserva), o cachimbo do chimbau da bateria não servia (e tivemos que sair correndo pra pedir um emprestado na hora do show), desafinamos muito, ficamos tensos... Enfim... Saí do palco arrasado. Vocês devem estar pensando: “E porque te marcou, seu louco?” É porque até hoje recebemos elogios por aquele show... No dia seguinte recebemos diversos e-mails de pessoas que viram e gostaram muito do show. A aceitação foi muito boa! Foi nessa hora que eu aprendi definitivamente que sou eu quem toca o teclado, mas não sou eu quem toca os corações.

Vocês estão em produção do segundo CD, mas esse será com suas músicas próprias. O que podemos esperar desse novo trabalho?

Paulo Santos: Acho que esse trabalho irá consolidar a cara da banda, refletindo as influências de cada um dos músicos. Os arranjos vocais permanecem e se reforçam.

Letícia Castro: As composições são, majoritariamente, nossas. Procuramos trabalhar bem as letras para atingir com eficiência o objetivo de anunciar a Palavra (não só para os batizados). O som tá puxando bem para MPB e Pop/Rock, com muito arranjo vocal (como o Paulão disse). Para dar uma temperadinha, trabalharemos também com algumas músicas mais conceituais. Enfim, de uma forma geral, esse novo CD será, com a graça de Deus, um trabalho mais maduro tanto na espiritualidade quanto na musicalidade.

Quais os planos para esse ano de 2004?

Marina Kohlsdorf: O novo CD já está em fase de pré-produção, com o repertório definido e alguns arranjos prontos. Existem planos de realização de shows produzidos por nós em 2004 e também de começar a arrecadar apoio para a produção do novo CD, a partir de metas traçadas junto à equipe de comunicação (Shecom).

E, para finalizar, deixe um recado para os visitantes do Portal da Música Católica:

Letícia Castro: A Shemah nasceu de um sonho e sobrevive por causa dos muitos outros sonhos que Deus planta em nossos corações. A nossa missão é levar, através da música, a Esperança, a Fé e testemunhar o Amor, a Paz. O convite é: deixemos que Deus sonhe em nós! Amemos mais! São pequenas atitudes, pequenas decisões que geram grandes transformações...

 

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