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Estávamos em missão, talvez a missão que mais me marcaria e de onde tiraria uma grande lição. Estávamos já dentro do ginásio de esportes onde iria acontecer o evento. Estava bem no meio da quadra esperando para ajustar o som para ministrarmos mais à noite.
Chegaram até nós algumas meninas que nunca tinham nos visto antes. Nem mesmo em fotos.

Elas se aproximaram e perguntaram a nós do ministério:

- "O pessoal do Anjos já chegou?".
E dissemos:
- Sim, somos nós!
E elas disseram:
- Mas vocês são velhos e gordos. Nós achávamos que vocês eram adolescentes, Magros, bonitos.

E uma disse pra mim:
- Você não se parece com a voz que tem no CD. A imagem que eu tenho de você pela sua voz é a de um Dalvimar novinho e magrinho!

E eu disse:
- Mas eu sempre me olho no espelho e me acho igual ao que sempre fui. Todas as manhãs eu olho no espelho e me vejo igual ao dia anterior. Talvez um pouco mais velho.

Mas não adiantou. Ela foi embora desapontada. Ela queria um rosto e um corpo que correspondesse à concepção que já tinha em mente.
Ela tinha uma imagem pronta a meu respeito, e aquela não era a imagem que correspondia ao que estava vendo naquele momento.
Ela teve de fazer uma escolha. Ou aceitava o Dalvimar verdadeiro, ou viveria com a imagem errada.

Foi quando me perguntei:
E se eu encontrasse fisicamente Jesus será que o reconheceria?
- Sim, porque eu tenho uma imagem física a respeito de Jesus!
Será que Ele é realmente como eu O imagino que é?
Quantos shows eu fiz que Ele devia estar presente assistindo?
Será que já o vi pelas ruas, na farmácia, no supermercado, no trânsito, nos lugares mais inusitados em que freqüentei e não o reconheci?

Então me veio um outro questionamento:
Vamos trocar o nome, a profissão e o país de Jesus e trazer tudo para nossa realidade.
Se eu ouvisse alguém relatar que um certo mecânico chamado João fez um cego enxergar lá no interior do estado do Pará. Ouve de outros que Ele é o filho de Deus e de outros ainda que Ele é um impostor. O que eu pensaria. O que você pensaria?

E se Ele entrasse no meio da missa em que você está tocando, pegasse o microfone e dissesse: Você está cantando sobre mim. E ainda mais: tomasse o pão e o vinho e proclamasse: Isto é o meu Corpo e o meu Sangue!
Você ficaria ofendido e diria: Que absurdo, um cara com calça jeans chamado João, e ainda todo sujo de graxa...
Ou você acreditaria simplesmente?
É, agora eu entendo uma coisa:
Pra nós é muito fácil criticar as pessoas do tempo de Jesus. Mas se nos colocarmos numa situação parecida veremos que não é tão fácil assim chegar a uma conclusão.
Assim como eu disse que tenho uma imagem formada fisicamente de Jesus, as pessoas a dois mil anos atrás também a tinham. E foi por isso que erraram. Justamente por acharem que sabiam como o Messias era. Aqui está o grande erro!
E assim alguns não o perceberam.
E assim alguns não o percebem ainda.

Temos nossos próprios preconceitos, não é mesmo?
Ainda achamos que sabemos como Ele é. Mas Ele sempre nos surpreende.
- Esperamos que Deus fale por meio da paz, mas às vezes fala por meio da dor.
- Pensamos que Deus fale por meio da igreja, mas também fala por meio de loucos e prostitutas.
- Perguntamos por Ele entre os católicos, mas o encontramos em meio a crianças de rua que nunca foram a nenhuma igreja sequer.
- Pensamos que O vimos no nascer do sol, mas Ele também é visto em meio à escuridão.
- O procuramos em meio a vitória, mas Ele fala de forma ainda mais distinta em meio à derrota.
- O buscamos em meio aos curados, mas ele está sempre mais freqüente em meio aos doentes.
- O procuramos em uma música suave e o encontramos em meio ao Rock mais pesado.

Precisamos deixar Deus fazer sua autodefinição.

Quando permitimos que Deus mesmo se defina, abre-se diante de nós um mundo inteiramente novo. Eu diria: Surpreendente!

Deixe-me contar uma história.

Era uma vez um homem cuja vida estava arrasada. Os dias eram negros e as noites, longas. Aquele homem não queria ser infeliz, mas era.
Ele era infeliz. Um dia resolveu perguntar ao Padre de sua paróquia o que estava de errado.
Sou infeliz por causa de algum pecado que cometi?
Sim - O sábio Padre respondeu - Você pecou!
E qual seria esse pecado?
Ignorância - veio a resposta - O pecado da ignorância. Um de seus vizinhos é Jesus disfarçado e você não percebeu.
O velho homem deixou o confissionário atordoado. "Um de meus vizinhos é Jesus?".
E começou a imaginar quem poderia ser.
Pedro, o açougueiro? Não, ele é muito preguiçoso. Maria, minha prima do fim da rua? Não, muito orgulhosa. José, o entregador de pizzas? Não, muito pecador. O homem estava confuso. Todas as pessoas que conhecia tinham defeitos.

Mas um era Jesus. Então ele começou a procurar por Jesus.

Aquele homem começou a perceber coisas que nunca tinha visto. O homem da feira carregava as compras até o carro das senhoras mais idosas. Quem sabe ele seja o Messias? O guarda da esquina sempre tinha um sorriso para a garotada. Não podia ser? E o jovem casal que se mudara para a casa ao lado? Como eram carinhosos com o cachorro. Quem sabe um deles...

Com o tempo, viu nas pessoas certos pontos que nunca vira antes. E, com o tempo, sua perspectiva começou a mudar. A alegria voltou para a sua vida. Seus olhos ganharam um brilho amigo. Quando os outros falavam, ele ouvia. Afinal, talvez estivesse ouvindo o Messias. Quando alguém pedia ajuda, ele atendia; afinal, todos eles poderiam ser o Messias precisando de uma ajuda.
A mudança de atitude foi tão significativa que alguém lhe perguntou por que estava tão feliz. "Não sei", respondeu ele, "Tudo o que sei é que as coisas mudaram quando comecei a procurar Deus!".
Bem, o curioso é que o velho homem viu a Jesus porque não sabia como Jesus era. As pessoas do tempo de Jesus não O perceberam porque achavam que sabiam como Jesus era.

E por falar nisso, como vão as coisas na sua vizinhança, na sua rua, na farmácia e no supermercado onde você freqüenta, no seu trabalho e em tantos outros lugares por onde você passa todos os dias?

 

Deus te abençoe!

Dalvimar Gallo
dalvimar@codimuc.com.br
Anjos de Resgate - Cachoeira Paulista-SP

  
  
 

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